17 de outubro de 2011

SINDICATO CONTRA A TERCEIRIZAÇÃO DE SERVIÇOS-FIM NO SETOR BANCÁRIO

(Pela igualdade de direitos e piso salarial da categoria dos bancários aos operadores de telemarketing que realizam atividades-fim bancárias)

A atividade de telemarketing cresce 10% ao ano contando em números atuais com 850 mil funcionários espalhados por todo o Brasil com um lucro de 10,0 bilhões em 2010.

Em nosso estado (PE) o setor de Call center e as atividades de telemarketing tem crescido em proporção astronômica. Tudo é claro, em cima das costas dos trabalhadores, que se encontram à míngua de direitos trabalhistas. Em alguns casos inclusive, recebendo remuneração mensal inferior ao mínimo nacional.

É lógico. As empresas de Call Centers saem do eixo sul-sudeste que tem um custo de produção elevado e se direcionam para a região norte-nordeste em busca de menores salários e menor custo de produção.

Com esse raciocínio, o setor bancário resolveu utilizar dos serviços de telemarketing e “terceirizar”[1] as suas atividades principais, reduzindo o custo que tinham com os seus empregados bancários em detrimento da contratação de milhares de operadores de telemarketing terceirizados do banco para realizar os serviços inerentes ao setor bancário através de empresas como CONTAX e CSU.

O Sintelmarketing/PE é veementemente contrário a qualquer realização de atividades-fim de outros setores, principalmente os bancários, que há muito tempo vem lutando pelo avanço e progresso social de sua categoria.

É injusto que uma categoria que há décadas vem lutando pelas melhorias de condições de trabalho seja simplesmente deixada de lado enquanto os patrões acham outros trabalhadores (operadores de telemarketing) para explorar.

Sendo assim, o sindicato adota uma postura de repúdio à terceirização de atividades-fim, quaisquer que sejam em especial a dos bancários (já que esta é uma das mais prejudicadas), e oferece assistência jurídica gratuita àqueles trabalhadores que prestam serviços nas empresas de telemarketing mas que na realidade exercem serviços de bancários (abertura de contas, prospecção de clientes, oferecimento de crédito, cobrança e etc...).

O lado bom é que os Tribunais trabalhistas brasileiros são unânimes em garantir a igualdade de direitos dos trabalhadores em telemarketing com os trabalhadores bancários, condenando as empresas ao pagamento de iguais salários, auxílios alimentação, cesta básica, participação nos lucros e resultados (dos bancos), vales-transporte, reajuste salarial e indenização pelo trabalho aos sábados (os bancários tem repouso nesse dia) dentre outros.

Procure o sindicato, nós temos assistência jurídica especializada e gratuita para fazer valer os seus direitos.

Arthur Coelho Sperb

Advogado do SINTELMARKETING/PE - SINDICATO DOS OPERADORES DE TELEMARKETING E TRABALHADORES EM EMPRESAS DE TELEMARKETING DO ESTADO DE PERNAMBUCO


[1] Terceirização é o processo pelo qual uma empresa deixa de executar uma ou mais atividades realizadas por trabalhadores diretamente contratados e as transfere para outra empresa.

16 de outubro de 2011

O operário moderno

10% de crescimento ao ano;

850 mil funcionários;

10,0 bilhões de lucro em 2010;

600,00 reais é o salário médio de um teleatendente;

65% das empresas estão concentradas no eixo Rio de Janeiro – São Paulo;

76,8% dos teleatendentes são mulheres;

45% deles são jovens de 18 a 24 anos em seu primeiro emprego;

74% possuem o ensino médio e 22% têm curso superior.

Fonte: ABT – Associação Brasileira de Telesserviços

Com base nesses dados percebemos que o Call Center é um setor que cresce de forma exorbitante, que explora milhares de brasileiros em troca de um misero salário, enquanto os patrões lucram bilhões, seus funcionários que são as pessoas que detém da força de trabalho recebem um pouco mais de um salário mínimo. Percebemos também que os explorados são em grande maioria mulheres e jovens, mostrando assim que os patrões buscam mulheres que infelizmente ainda são desrespeitadas no mercado de trabalho recebendo salários mais baixos do que os homens e os jovens que estão à procura do primeiro emprego e dispões de uma imensa força de trabalho.

O Sintelmarketing-PE luta em prol dos direitos dos trabalhadores dessa classe tão explorada e assediada, com mobilizações e denúncias, contamos também com assessoria jurídica. Entre em contato conosco e vamos à luta!

Plenária de Trabalhadores


Mais de um bilhão de pessoas passam fome no mundo, 28% dos jovens trabalhadores vivem em situação de extrema pobreza e as mulheres recebem em média 25% a menos que o salário pago aos homens.
Para piorar, aumentam os preços dos alimentos, dos transportes da energia elétrica e o salário mínimo é um dos menores do mundo, apenas R$ 545,00
Enquanto isso o Bradesco anunciou o lucro líquido de R$ 10,22 bilhões e a Vale do Rio Doce um lucro de R$ 30,01 bilhões em 2010. A burguesia se enriquece a cada dia e joga nos ombros da classe trabalhadora o peso de suas crises econômicas.
No capitalismo a sociedade encontra-se dividida em duas classes. Enquanto a classe trabalhadora obtém os meios necessários para sobreviver trabalhando em troca de um salário que mal atende a suas necessidades básicas, os capitalistas vivem no luxo, não trabalham e exploram a força de trabalho dos proletários para aumentar seus lucros.
Para compreender as causas dessa exploração, os caminhos para construir uma sociedade Socialista, sem fome, miséria e desemprego e discutir sobre a organização dos trabalhadores para enfrentar o arrocho salarial e as consequências da crise econômica, convidamos você para participar da reunião Plenária do Movimento Luta de Classes.

Data: 29 de Outubro
Local: Centro Cultural Manoel Lisboa
Rua Carneiro Vilela, 139, Espinheiro (Por trás da Etepam)
Horário: 9h
Informações: 3082-2874